Novo design!

Novo template feito em tempo recorde… Três dias foram necessários para eu finalizar o novo design do meu site, agora mais leve e acessível (e mais bonito).

Com a folha de estilos CSS mais organizada, menos ícones, mais simplicidade, texto mais legível (com detalhes pouco aproveitados em muitos sites como line-height e text-indent) e um logo que o Cosme fez pra mim por caridade; espero que curtam o novo design e, se quiserem, sugiram mudanças!

Agora eu também fiz um arquivo de JavaScript já preparado para futuras aplicações Ajax e pretendo ir adicionando detalhes legais aos poucos.

Comentem dando as suas opiniões!

Como representar um algoritmo?

No primeiro artigo desta série, expliquei o que é um algoritmo e até citei exemplos do cotidiano, como acordar ou falar com outra pessoa. Talvez você nem tenha se dado conta, mas usando listas numeradas eu representei os algoritmos ali presentes, inclusive destacando a entrada e a saída de cada situação-problema. Porém, não é sempre assim que representamos algoritmos.

Não existe uma regra padrão para a representação de algoritmos. Cada pessoa escreve de forma diferente, mas o importante é ser legível e convencionado. Por exemplo, o livro Algoritmos: Teoria e Prática* traz nas páginas 14 e 15 convenções do pseudocódigo que utiliza no livro inteiro. Já eu, quando vou passar o mesmo algoritmo, utilizaria outro tipo de código, você pode utilizar outro, e por aí vai. Mas todos têm que ter o mesmo foco: legibilidade e fácil implementação para qualquer linguagem.

* A partir deste artigo, sempre que eu falar “Cormen”, “CLRS”, “Introduction to Algorithms” ou “Algoritmos: Teoria e Prática” estarei me referindo a um livro que é referência essencial nessa área. A versão que tenho (de onde tiro o número das páginas) é a tradução da segunda edição americana publicada pela Elsevier em 2002.

Os pseudocódigos costumam parecer um código em linguagem Pascal traduzido para a sua língua. :) Usam quase sempre estruturas que estamos acostumados a usar na programação, como se, enquanto, para, arrays, etc. Eles existem para que o algoritmo seja de fácil leitura para qualquer programador, que programe em qualquer linguagem “normal”. Veja o pseudocódigo do Insertion Sort, um algoritmo de ordenação de vetores bastante simples:

para j \leftarrow{} 2 até comprimento do vetor, faça
elemento \leftarrow{} vetor[j]
i \leftarrow{} j - 1
enquanto i > 0 e vetor[i] > elemento, faça
  vetor[i + 1] \leftarrow{} vetor[i]
  i \leftarrow{} i - 1
fim-enquanto
vetor[i + 1] \leftarrow{} elemento
fim-para

(Não se preocupe em entender o que ele faz, AINDA, pois veremos isso mais adiante)

Se você programa em qualquer linguagem, você não terá dificuldade em traduzir esse pseudocódigo para ela. O pseudocódigo é sempre uma maneira bem simples de escrever o código. Veja por exemplo, o mesmo código em C:

for (j=2; vetor[j]!=NULL; j++) {
    elemento = vetor[j];
    for (i = j-1; i > 0 && vetor[i] > elemento; i--) {
        vetor[i+1] = vetor[i];
    }
    vetor[i+1] = elemento;
}

Você deve ter percebido que ao invés de usar três linhas com uma declaração, um condicional e um incremento, eu juntei todos num só for. Mas por isso o algoritmo é bem simples e sempre parte do princípio de que a sua linguagem é simples. Veja só a implementação do código em Pascal e compare-a com a do pseudocódigo:

for j:=2 to comprimento, do begin
    elemento := vetor[j];
    i := j-1;
    while i>0 && vetor[i] > elemento, do begin
        vetor[i+1] := vetor[i];
        i := i-1;
    end;
    vetor[i] := elemento;
end;

Linha por linha ela é exatamente igual! A única diferença é que o pseudocódigo é traduzido… Geralmente os pseudocódigos são parecidos sempre com essa base e suas implementações não são muito diferentes. E vai ser sempre dessa maneira que eu vou representar os algoritmos (usando pseudocódigos e alguns traduzindo para C para mostrar implementações). No entanto, qualquer dúvida sobre essa representação, fique a vontade para perguntar através dos comentários.

O que é um algoritmo?

Um algoritmo é um procedimento computacional definido que recebe um ou mais valores (entrada) e produz um ou mais valores (saída). O algoritmo é aquela fórmula matemática, aquele pedaço de código, que fica ali no meio da entrada e da saída para transformar o primeiro no segundo.

Vamos supôr por exemplo que temos a função:

f(x)=x23f(x) = \frac{x^{2}}{3}

A sua entrada é o x e a sua saída é o y (ou f(x), o valor que a função retorna).

O algoritmo aqui seria o seginte:

  1. Entrada: Receber o valor X.
  2. Elevar X ao quadrado e guardar o número resultante como Z.
  3. Dividir Z por 3 e guardar o número resultante como Y.
  4. Saída: Imprimir o valor Y.

O algoritmo, portanto, é a lógica do nosso problema matemático, ou, informático. É a seqüência de passos que eu faço na minha cabeça (ou, quando é complexo, no papel) antes de escrever, em C, a função f:

int f(int x) {
   int z, y;
   z = pow(x, 2);
   y = z/3;
   return y;
}

Se formos pensar, veremos que tudo o que fazemos é um algoritmo, é um procedimento que recebe uma entrada e envia uma saída. Não só no computador, mas na vida. Quando eu falo com alguém, eu espero sua entrada (o que a pessoa fala pra mim), então penso e transformo essa entrada numa saída (a resposta que vou dar pra pessoa). E assim é com várias outras coisas. Podemos dizer também que acordar é um algoritmo, por exemplo:

  1. Entrada: Meu cérebro disse que eu estou acordado!
  2. Percebi que acordei, mas estou com sono. Espero um pouco.
  3. Saída: Abrir os olhos.
  4. Saída: Se espreguiçar.
  5. Saída: Tirar a coberta.
  6. Saída: Sentar na cama.
  7. Saída: Sair da cama.

Podem existir vários algoritmos diferentes para resolver o mesmo problema. No caso de Acordar, cada um acorda de forma diferente, por exemplo. Foi até um exemplo meio estranho esse aí, mas outro algoritmo poderia dar outra saída, como por exemplo simplesmente abrir os olhos e cair da cama. Ou no caso acima da função matemática, poderíamos ter um algoritmo que fizesse a mesma coisa de maneira diferente também.

O algoritmo que usamos depende principalmente do tempo que ele demora pra ser executado e a memória que ele gasta no computador. Chamamos isso de custo. Quando começarmos a ver os algoritmos de ordenação de vetores (arrays), veremos que cada algoritmo faz uma coisa diferente, mas todos servem para o mesmo propósito: ordenar o vetor. Para uma entrada pequena, um pode ser mais rápido… Para uma maior, outro. Portanto, o algoritmo que queremos usar (o tempo que ele vai demorar pra ser executado e a memória que ele vai gastar no computador) depende principalmente do tamanho da entrada (que chamamos de n e no exemplo da função seria lá em cima seria a variável x).

Na maioria dos casos (e vai ser sempre assim aqui nos meus artigos), a entrada será o teclado (por exemplo, o usuário digita o X para a função) e a saída será a tela (por exemplo, o programa imprime o resultado da função, o Y, para a tela). Essas são a entrada e saída padrão (standard input output do C), que é usada nas olimpíadas e na maioria dos problemas que resolvemos no computador.

Em resumo, portanto, um algoritmo é a lógica de um programa computacional. Nos próximos artigos, isso deverá ser mais esclarecido e começaremos a ver algoritmos “de verdade” ;)

Qualquer dúvida, sugestão ou notificação de erro; poste um comentário ou me envie um e-mail (não só nesse, mas também nos próximos artigos). Espero que gostem.

LiveSearch no WordPress

O Cosme me apresentou hoje um projeto chamado LiveSearch. É uma aplicação Ajax bem simples (eu mesmo conseguiria fazer), mas uma idéia que eu ainda não havia tido.

Resolvi então implementar o negócio no meu blog e estou escrevendo esse artigo pra explicar como instalamos o LiveSearch de forma que ele funcione com o WordPress e dentro dos padrões de XHTML Strict (ele pede originalmente que utilizamos name num form e exige que o nome de um campo seja “q” ao invés do “s” do WordPress).

Então, mãos a obra!

1. livesearch.php

Para começar, você deve criar um arquivo e chamá-lo livesearch.php. O seu conteúdo deve ser:

<?php if (have_posts()) : ?>


<ul class="LSRes">
  <?php while (have_posts()) : the_post(); ?>


  <li class="LSRow">
    <a href="<?php the_permalink(); ?>"><?php the_title(); ?></a>

  </li>


  <?php endwhile; ?>

</ul>


<?php endif; ?>

Para facilitar para quem quer aprender PHP, vou explicar linha por linha:

  1. Se houver posts, faça:
  2. Lista HTML
  3. Enquanto houver posts: Execute a função the_post().
  4. Item da Lista HTML
  5. Linca para o permalink do post com o texto do link = seu título.
  6. Fim do “Item da Lista HTML”
  7. Fim do “Enquanto houver posts”
  8. Fim da “Lista HTML”
  9. Fim do “Se houver posts”

Observação: As cores são só para reforçar a hierarquia.

O que este arquivo faz, portanto, é criar uma lista com o título dos posts. Essas funções são todas do WordPress (haveposts, thetitle, the_permalink, etc.). Se você quisesse colocar outras coisas na lista que vai aparecer no resultado, pode colocar aí nesse arquivo.

No fim, salve esse arquivo em /wp-content/themes/SEU_TEMA/livesearch.php.

2. Redirecionar para livesearch.php se for uma pesquisa “live”

Coloque no início do arquivo /wp-content/themes/SEU_TEMA/search.php o seguinte conteúdo:

<?php if ($_GET["live"]) {
		include("livesearch.php");
		die();
	} ?>
  1. Se a query string live “existir”, faça:
  2. Inclua o arqiuvo livesearch.php nessa página.
  3. Morra!!! :D Isso significa para ele parar de executar qualquer coisa que esteja debaixo disso.
  4. Fim do “Se”

Isso serve para que possamos fazer as buscas de duas maneiras. Uma é a busca normal, que é acessada por /?s=queries e outra é a live que será acessada por /?live=1&s=queries (ou seja, a mesma coisa mas dando valor à variável “live”).

3. JavaScripts

Baixe o arquivo livesearch.js e coloque-o na pasta /wp-content/themes/SEU_TEMA/.

Agora faremos uma série de mudanças pra manter o negócio nos padrões web… Substitua as seguintes linhas pelo texto que aparece depois do seu número:

  • 122: if (liveSearchLast != document.getElementBy(‘livesearch’).value) {
  • 126: if ( document.getElementById(‘livesearch’).value == “”) {
  • 136: liveSearchReq.open(“GET”, liveSearchRoot + “/?live=1&s=” + document.getElementById(‘livesearch’).value + liveSearchParams2);
  • 137: livesearchLast = document.getElementById(“livesearch”).value;

Isso serve para ele não depender do nome do formulário e da query, mas somente do ID do campo do formulário e para ele abrir no xmlHttpRequest /?live=1&s=QUERY ao invés do padrão /livesearch.php?q=QUERY.

4. Eventos JavaScript nos documentos

No seu arquivo /wp-content/themes/SEU_TEMA/header.php, adicione o evento onload à tag BODY:

<body onload="liveSearchInit()">

No mesmo arquivo, dentro da tag HEAD linke para o script:

<script type="text/javascript" src="/wp-content/themes/SEUTEMA/livesearch.js"></script>

Agora, no arquivo /wp-content/themes/SEU_TEMA/searchform.php, adicione um evento onsubmit ao FORM

<form onsubmit="return liveSearchSubmit()" ...

E, no mesmo arquivo, adicione um evento onKeyPress ao INPUT e também um id:

<input id="livesearch" onKeyPress="liveSearchStart();"

E ao final desse arquivo, coloque:

<div id="LSResult" style="display: none;">
<div id="LSShadow">
</div>
</div>

Se você fez tudo certo e eu não errei aqui no tutorial, o seu script deve sair funcionando! Agora personalize usando estilos pra fazer um negócio bonito! (algo que eu não fiz porque tô pra trocar totalmente o design do meu site)


A Lógica do Negócio

O arquivo search.php recebe todas as buscas. O que eu fiz criando o livesearch.php foi formatar o resultado da busca de forma diferente para ele aparecer ali debaixo do formulário de busca.

O script é bem simples. Um Ajax que simplesmente faz um xmlHttpRequest a cada keypress do cara no campo. Aliás, acho que dá pra fazer um script bem menor pra só fazer isso.

Deixei o meu site meio feio com isso aí (uma lista de bullets normais e tal…), mas é porque eu tô pra trocar o design em breve e aí vou arrumar isso tudo! (inclusive, devo colocar mais Ajax!)

Qualquer dúvida, comente ou me mande um e-mail.

Volta para Casa

Depois de uma semana em Florianópolis, estou novamente em Itajaí. Voltei anteontem no final da tarde e o motivo de não ter postado nada é que eu tinha que acabar um trabalho, o site da BEMFAM: tableless, padrões web, cross-browser, PHP/MySql, totalmente administrável. Esse foi o segundo serviço que eu fiz para a Meetweb, depois da Coalizão Antituberculose. Esse ano estou deixando de trabalhar fora (no Colégio) para pegar esses sites de fora que me rendem um pouco mais e são bem mais legais de se fazer (principalmente quando trabalho com designers).

Na semana em Floripa, além de ir à práia, li três livros que merecem ser sugeridos: o best-seller O Código da Vinci, de Dan Brown; Fortaleza Digital, também de Dan Brown; e Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o sexto livro de J. K. Rowling. O estilo do Dan Brown é muito legal. Além de ser um cara extremamente inteligente, criando enigmas muito interessantes durante o livro, ele consegue prender a atenção do leitor de forma incrível. Gostei bastante… Agora estou querendo comprar o seu outro livro, Anjos e Demônios. Ou se alguém quiser me presentear, ficarei grato. :D

Passei o ano novo em um lugar de Laguna chamado “Mato Alto”, uma região que, segundo meus cálculos, está no mínimo uns 10 anos atrasada no tempo. :) O bom é que num lugar desses, não se tem nada pra fazer e então eu aproveitei pra ficar lendo sem stress o livro Algoritmos: Teoria e Prática e; aliás, fiz alguns testes inúteis, como descobrir o custo dos algoritmos de ordenação se forem executados por pessoas. Os resultados são bem interessantes. Por exemplo, o Insertion Sort é MUUUITO mais rápido que o Merge Sort, já que você põe todas as cartas que já foram empilhadas na sua mão e com a outra simplesmente coloca uma carta no meio do bolo. O Merge Sort já é bem mais difícil porque você precisa fazer pilhinhas na mesa… :)

Nessa semana, vou tentar pegar o PhotoX, mas não muito intensamente, porque estou agora mais tranquilo lendo e estudando de leve.

Ah… Finalmente o desktop de minha casa tem um novo HD. Foi uma troca boa… Um HD corrompido de 20gb por um de 80gb… :D Agora tenho um bom lugar pra backups! Já tá particionado pra Linux e pra Windows.

Vou começar a postar alguns artigos explicativos, pequenos tutoriais, sobre coisas simples para quem está iniciando em algoritmos computacionais, PHP, tableless, Linux, etc. Tenho recebido vários e-mails pedindo sugestões de apostilas e essas coisas de onde começar e acho que seria legal até pra aumentar as visitas do meu site, meu pagerank, e conseqüentemente, o dinheiro do Google Adsense. :D Aliás, você já acessou meu site usando Internet Explorer? Acho que o negócio que eu fiz foi um dos mais legais pra ganhar uns trocados com o Firefox / Google Toolbar.

© 2005–2020 Tiago Madeira